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Com amor, Van Gogh | Linateca

  • Lina Lobo
  • 21 de out. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 2 de out. de 2020



"Loving, Vincent" ou "Com amor, Van Gogh", como ficou conhecido no Brasil, filme que ficou meses 'pegando poeira' na minha lista da Netflix, a tempos andava adiando assisti-lo, talvez por medo de frustrar minhas expectativas, fosse pelo roteiro, fosse pelo estilo inovador que foi usado na animação. Sim, esse filme foi o primeiro longa metragem completamente feito em pintura a óleo, foram necessários mais de 125 pintores, 65 mil frames compostos, em média, por 12 pinturas por segundo, concluído após 6 anos de produção.


Primeiramente, foram feitas as gravações com os atores - os quais interpretavam as personagens das telas do pintor, como o carteiro Joseph Roulin, Père Tanguy e o seu médico Dr. Gachet - em seguida cada cena foi transformada em pintura.


O projeto foi idealizado pela cineasta e pintora polonesa Dorota Kobiela e pelo produtor britânico Hugh Welchman, e teve como ponto de partida o livro compilado de cartas trocadas entre Vincent e seu irmão, Theo.


O pintor começou sua carreira tardiamente e seu irmão teve papel fundamental para sua formação artística, já que era responsável por custear seus materiais de arte e tratamentos psicológicos.





Nos primeiros minutos, confesso que senti um estranhamento, assistir ao filme é como ver uma pintura de Van Gogh em movimento, com toda a sua vibração e pinceladas marcadas, características predominantes do trabalho do pintor, que deixava transparente a turbulência de seus pensamentos e aspectos emocionais enfrentados.


Studio Monstrolina

É importante destacar que, no roteiro, Vincent é visto através das lembranças das personagens que ele retratou em seus quadros, o que dá um aspecto multidimensional à personalidade do artista: ele era um gênio, um louco ou apenas alguém solitário? Nesse ponto, o roteiro não traz respostas prontas e faz você questionar: quem era Van Gogh, ele foi sofreu um tentativa de assassinato ou tentou suicídio, será que a fama e o reconhecimento são realmente necessários durante a jornada de um artista?




Sinopse:


“Em 27 de julho de 1890, uma figura esguia tropeça por uma rua sonolenta no crepúsculo na pequena cidade rural de Auvers. O homem não carregava nada; As mãos cruzadas mostravam uma ferida de bala que escorria sangue pela sua barriga. Este era Vincent Van Gogh, um artista pouco conhecido; agora o artista mais famoso do mundo. Sua morte trágica é bem conhecida, mas permanece um mistério como e por que ele chegou a ser baleado. Loving Vincent conta essa história.”


Trailer:



Pra quem for mais nerd e quiser, além de assistir o filme, saber mais como foi o seu processo de criação ou conhecer mais a fundo o Van Gogh, aí estão as referências que usei de apoio nessa resenha lindona:


- Cartas a Theo, livro que inspirou o filme: https://amzn.to/2BH6YmB

- Loving Vincent, site oficial;


Não se esquece, se você assistir ao filme não se esquece de me contar, ok?


Beijo,

Lina.


A Designer - Studio Monstrolina


Sobre quem escreve


Oi! Me chamo Lina. Sou diretora de arte, artista visual, crocheteira, bordadeira, mamãe de três nenéns e um gatinhos...Ufa! Enfim, um verdadeiro canivete suíço! Levo o empoderamento feminino das mulheres ao meu redor como projeto de vida. Para conhecer mais sobre o meu trabalho acesse:

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